Produtividade no campo


O aumento da produtividade dos canaviais é um desafio contínuo do nosso modelo de negócio. O crescimento da quantidade de cana-de-açúcar colhida por hectare proporciona reduções de custos, menores impactos ambientais e crescimento do volume de etanol, açúcar e energia produzidos nas unidades industriais.


Produtividade no campo

O aumento da produtividade dos canaviais é um desafio contínuo do nosso modelo de negócio. O crescimento da quantidade de cana-de-açúcar colhida por hectare proporciona reduções de custos, menores impactos ambientais e crescimento do volume de etanol, açúcar e energia produzidos nas unidades industriais.

Na última safra, mantivemos o desempenho do ciclo anterior em relação ao açúcar total recuperável (ATR) e registramos uma redução de 7% em toneladas de cana por hectare (TCH).

Para os próximos anos, fortalecemos os investimentos para obter ganhos de performance nesses indicadores.

Nossa lavoura ocupa uma área de aproximadamente 450 mil hectares, somando as áreas em que realizamos o plantio e as que são gerenciadas pelos parceiros agrícolas. Nessas fazendas, utilizamos as melhores técnicas e incorporamos novas tecnologias, em todas as etapas do processo, para garantir que a cana-de-açúcar tenha um crescimento adequado e saudável.

Qualidade das operações

Nossas operações de plantio e de colheita são 100% mecanizadas e os integrantes que atuam nessas frentes são capacitados continuamente para que todas as etapas sejam realizadas com o máximo de qualidade para potencializar a produtividade dos canaviais. Em 2017/2018, implantamos o programa Cana + Forte, criando a consciência integrada de todas as etapas da operação para a obtenção de resultados melhores a cada safra.

Voltado para os profissionais que trabalham no campo, o Cana + Forte possui 10 direcionadores que devem ser seguidos nas operações agrícolas. O programa nasceu com o objetivo de reduzir o pisoteio, que ocorre quando as máquinas passam sobre as linhas de plantio de cana-de-açúcar, prejudicando a brotação do próximo ciclo por causa da compactação e diminuição da permeabilidade do solo. Na safra 2017/2018, as ocorrências de pisoteio tiveram uma redução de 57% em relação ao ciclo anterior.

Em busca de um novo salto em produtividade, estruturamos as Reuniões de Produção Agrícola (RPA), que possibilitam o alinhamento das áreas de planejamento e de gestão da qualidade nos polos agroindustriais. As equipes que atuam no apoio corporativo e as que estão nas unidades avaliam, em reuniões quinzenais, todos os indicadores relacionados às operações agrícolas. Nesses encontros, são discutidos aspectos como controle de pragas, profundidade de preparo do solo, ocorrências de pisoteio, áreas adubadas e outros controles de qualidade dos tratos culturais.

O principal benefício dessa nova metodologia de análise dos indicadores é a maior visibilidade das oportunidades de melhorias que existem nas etapas do processo agrícola, de acordo com a realidade de cada polo. A nova dinâmica facilita o gerenciamento centralizado das atividades e acelera o apoio técnico aos integrantes que atuam nas operações do campo.

produtividade

Inovação e tecnologia

O investimento em novas tecnologias é outra frente na qual atuamos para aumentar nossa produtividade no campo. Na safra 2017/2018, investimos cerca de R$ 8 milhões na aquisição de equipamentos que possibilitam o monitoramento digital da lavoura, maior controle na aplicação de insumos agrícolas e melhor acompanhamento das condições climáticas.

Em todas as unidades agroindustriais, o processo de fertilização do solo passou a ser realizado de maneira automatizada, por meio de sistemas que controlam a quantidade exata de insumos a ser utilizada na área, de acordo com o mapeamento prévio realizado pelas equipes técnicas. Sem a operação manual dos integrantes, reduzimos o risco de desperdícios e de aplicações insuficientes e melhoramos as condições para o desenvolvimento das plantas.

A utilização de imagens de satélite e de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) também tem proporcionado a melhoria da qualidade e produtividade nos canaviais. Essas tecnologias permitem o acompanhamento praticamente em tempo real do desenvolvimento da lavoura, colhendo informações como falhas de plantio ou de colheita, presença de ervas daninhas ou pragas, entre outros dados qualitativos. Até o final da safra 2018/2019, todas as unidades contarão com as novas ferramentas, possibilitando precisão na previsão da safra.

Na safra 2017/2018, todas as nossas unidades passaram a contar com a Fila Única de Transbordo de Colheita (FUT), tecnologia que otimiza essa operação por meio da comunicação entre torres de radiocomunicação e computadores de bordo instalados nas colhedoras. A ferramenta indica a melhor rota a ser seguida no canavial e, assim, reduz o tempo de parada das máquinas e a quantidade de tratores utilizados na operação.

Gestão dos fornecedores de cana

Os parceiros agrícolas formam um grupo de produtores rurais que, em conjunto com a Atvos, trabalham para renovar o futuro e ampliar a oferta de energia renovável na matriz energética brasileira. Esses empresários são um importante elo do nosso modelo de negócio, incrementando a capacidade de cultivo da cana-de-açúcar nas novas fronteiras do setor sucroenergético.

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Gestão dos fornecedores de cana

Os parceiros agrícolas formam um grupo de produtores rurais que, em conjunto com a Atvos, trabalham para renovar o futuro e ampliar a oferta de energia renovável na matriz energética brasileira. Esses empresários são um importante elo do nosso modelo de negócio, incrementando a capacidade de cultivo da cana-de-açúcar nas novas fronteiras do setor sucroenergético.

Nosso relacionamento com esses produtores, que fornecem matéria-prima para as nossas indústrias, é conduzido por meio do Parceiros Mais Fortes, lançado, em 2016, no primeiro encontro do programa, que reuniu todos os fornecedores em Campo Grande (MS). Além do acompanhamento da produtividade e do cumprimento dos contratos firmados, o programa tem possibilitado a melhoria do desempenho ambiental, do cuidado com as pessoas e da conformidade com os aspectos legais e trabalhistas desses parceiros.

O “Compromisso com a Sustentabilidade na Cadeia de Cana-de-Açúcar”, firmado durante o primeiro encontro Parceiros Mais Fortes, é a base do relacionamento que estabelecemos com os fornecedores dentro do programa. Esse direcionador, elaborado com base nos dez princípios do Pacto Global, fortalece o envolvimento dos produtores em torno de temas importantes para o desenvolvimento sustentável – como respeito aos direitos humanos, combate ao trabalho infantil e em condições degradantes, preservação de áreas naturais, anticorrupção e conformidade legal.

Semestralmente, realizamos a Rodada de Verificação de Sustentabilidade dos Parceiros Agrícolas. Ao longo da safra, além do acompanhamento constante realizado pela equipe de parcerias de cada polo, os produtores recebem duas visitas específicas de uma equipe multidisciplinar da Atvos, que avalia a aderência das atividades ao Procedimento de Sustentabilidade na Cadeia de Fornecimento de Cana-de-Açúcar. Um documento interno orienta a realização do procedimento de avaliação conduzida por nossos integrantes e possibilita a identificação dos pontos positivos, das boas práticas e de pontos de melhoria, tratados por meio de planos de ação firmados entre a Atvos e os parceiros.

O Procedimento de Sustentabilidade é fruto da nossa Diretriz de Sustentabilidade, que norteou, até a safra 2017/2018, a incorporação de boas práticas nas unidades agroindustriais

e na relação com parceiros, fornecedores e arrendatários.

Em 2018, lançamos a Política sobre Sustentabilidade, documento que aprimora o entendimento sobre a sustentabilidade aplicada aos nossos negócios e relacionamentos. A partir da safra 2018/2019, a Política sobre Sustentabilidade substitui a Diretriz de Sustentabilidade como parâmetro da nossa gestão.

Na safra 2017/2018, os parceiros agrícolas forneceram aproximadamente 25% do total da cana-de-açúcar que processamos no período. Eles foram responsáveis pela atividade agrícola em cerca de 180 mil hectares, contando com o acompanhamento contínuo e próximo das equipes dos polos agroindustriais para o desenvolvimento das operações e procedimentos.

Eficiência na indústria

Nossas indústrias moeram um total de 25,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2017/2018, uma redução de 9% em relação ao período anterior, impactada por fatores climáticos como estiagem prolongada e geadas no Mato Grosso do Sul. O resultado foi parcialmente compensado pela maior eficiência nas operações industriais, que têm como foco aumentar continuamente a capacidade de recuperação do açúcar contido na planta.

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Eficiência na indústria

Nossas indústrias moeram um total de 25,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2017/2018, uma redução de 9% em relação ao período anterior, impactada por fatores climáticos como estiagem prolongada e geadas no Mato Grosso do Sul. O resultado foi parcialmente compensado pela maior eficiência nas operações industriais, que têm como foco aumentar continuamente a capacidade de recuperação do açúcar contido na planta.

O indicador Recuperado Total Corrigido (RTC) é utilizado pelo setor sucroenergético para avaliar o nível de eficiência das operações industriais. No último ano-safra, obtivemos uma melhora de 1 ponto percentual no RTC de nossas unidades, o que representa um ganho da ordem R$ 23 milhões. Essa evolução reflete os esforços e investimentos que realizamos na manutenção preventiva, regulagem dos equipamentos e qualificação crescente dos nossos profissionais.

Produzidos a partir de uma matéria-prima renovável, o açúcar e o etanol que fabricamos abastecem clientes no Brasil e no exterior. Na safra 2017/2018, 100% do nosso biocombustível

foi vendido no próprio país, atendendo majoritariamente às distribuidoras de combustível. O açúcar VHP é integralmente exportado por meio de contratos firmados com empresas de trading, que destinam o produto para refinadoras em países com déficit do insumo.

A energia elétrica que geramos a partir da biomassa, além de suprir 100% da demanda de energia de nossas indústrias, é uma opção limpa e renovável que contribui para diminuir as emissões de gases de efeito estufa na matriz energética nacional. Com 1,8 mil GWh exportados na safra 2017/2018, nossas unidades respondem por quase 9% do total de energia originada do bagaço da cana-de-açúcar disponibilizada no Sistema Interligado Nacional (SIN).

A capacidade de geração energética é um dos principais diferenciais do nosso modelo de negócio. Nosso parque industrial foi planejado e construído com caldeiras de alta eficiência, turbogeradores de capacidade elevada e plantas que funcionam com otimização do balanço energético, reduzindo a necessidade

de consumo próprio. Na safra 2017/2018, a Unidade Conquista do Pontal implementou processos de controle com inteligência artificial que elevaram a exportação de energia elétrica em torno de 3%.


Nossos produtos estão certificados de acordo com os padrões mais importantes para o setor sucroenergético, que atestam a sustentabilidade do nosso processo produtivo e os benefícios que eles agregam para a sociedade. Somos a primeira empresa geradora de energia de biomassa a conquistar o Certificado Internacional de Energia Renovável e a estar habilitada para emitir e transferir I-RECs para o mercado.

Os I-RECs são uma plataforma internacional que fornece aos grandes consumidores de energia a garantia de aquisição do suprimento energético gerado a partir de fontes renováveis. Assim, essas empresas podem comprovar a compensação das emissões causadas por fontes de origem fóssil. A Unidade Conquista do Pontal, no Polo São Paulo, foi certificada na safra 2017/2018.

A mesma unidade possui a certificação Bonsucro™, padrão internacional que estabelece critérios sociais e ambientais para a produção de cana-de-açúcar, exigindo o respeito aos direitos humanos e a adoção de boas práticas em toda a cadeia de custódia para evitar impactos ambientais. Além disso, é certificada pelo International Sustainability and Carbon Certification (ISCC), iniciativa global para a sustentabilidade em cadeias de valor.

O etanol que produzimos cumpre as exigências estabelecidas pela EPA, a agência ambiental dos Estados Unidos, que concede a certificação dentro do programa RFS2 (Renewable Fuel Standard). Nosso biocombustível também atende o mercado norte-americano de acordo com as determinações do Programa LCFS (Low Carbon Fuel Standard), gerido pela CARB, agência do estado da Califórnia responsável pelas ações de controle da poluição atmosférica e combate às mudanças climáticas.

Valor para os clientes

Em nosso setor, atuamos com a comercialização de commodities cujos padrões de qualidade são determinados por regulamentações e sistemas de certificação amplamente reconhecidos pelos clientes. A precificação do açúcar e do etanol acompanha os preços de mercado, de acordo com as condições de oferta e demanda dos produtos.

Nosso relacionamento próximo com os clientes, assim como as estratégias comerciais e de pós-venda que adotamos, são diferenciais que impulsionam nossa capacidade de gerar valor e seguir adiante na construção de um novo futuro. Nossas unidades possuem, por exemplo, horários estendidos para o carregamento de caminhões e, desde 2016, praticam o agendamento logístico, sistema que permite aos clientes marcar previamente o horário para o carregamento dos caminhões e reduzir significativamente o tempo de espera nas filas.

A instalação de equipamentos de controle eletrônico de fluxo nas baias de carregamento do etanol é outra inovação que agrega valor no relacionamento com nossos clientes, por serem mais precisos que o sistema manual de medição por setas e balanças. Assim como o sistema de automação de carregamento do produto, que dá mais segurança e agilidade ao processo de embarque e despacho dos caminhões. Nossas equipes de atendimento também atuam de maneira próxima aos clientes para prestar um serviço de referência para a resolução de demandas das operações cotidianas.


Desempenho financeiro

A safra 2017/2018 foi, a exemplo dos últimos ciclos, desafiadora para todo o setor sucroenergético. A cotação do açúcar no mercado internacional sofreu redução em decorrência da sobreoferta do produto, enquanto o preço do etanol foi impactado negativamente pela maior oferta no fim da safra 2016/2017, crescimento das importações no começo de 2017 e por uma alteração na tributação do biocombustível, que colocou fim ao crédito presumido de PIS e Cofins.

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Desempenho financeiro

A safra 2017/2018 foi, a exemplo dos últimos ciclos, desafiadora para todo o setor sucroenergético. A cotação do açúcar no mercado internacional sofreu redução em decorrência da sobreoferta do produto, enquanto o preço do etanol foi impactado negativamente pela maior oferta no fim da safra 2016/2017, crescimento das importações no começo de 2017 e por uma alteração na tributação do biocombustível, que colocou fim ao crédito presumido de PIS e Cofins.

Além dos fatores macroeconômicos, a produção de cana-de-açúcar em toda a região Centro-Sul foi menor em relação à safra anterior em decorrência de fatores climáticos, como estiagem prolongada e geadas. Segundo dados divulgados pela União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA), a moagem nas usinas apresentou uma retração de 1,8% em relação à safra 2016/2017.

Apesar dos desafios, alcançamos uma geração operacional de caixa da ordem de R$ 1,1 bilhão, viabilizando a manutenção do plano de investimentos para o período. Alocamos cerca de R$ 570 milhões em nossas operações, montante 27% superior ao da safra 2016/2017, o que possibilitou um crescimento de 16% no plantio de cana-de-açúcar. A expectativa é

que, com esse aumento no plantio, tenhamos um maior volume de matéria-prima processada nas próximas safras.

A receita líquida apurada na safra 2017/2018 atingiu R$ 4,2 bilhões, resultado 4% menor do que o ciclo anterior. O Ebitda no período, sem efeitos de valor justo dos ativos biológicos, totalizou R$ 1,5 bilhão, com margem de 36%, ficando 4% acima da safra anterior. Outro destaque do período foi a evolução da margem bruta, que alcançou 22,5%, ante 16,7% e 8,5% nos dois anos-safra anteriores.

Nossa dívida líquida era de R$ 9,3 bilhões no encerramento da safra 2017/2018, com 2% para vencimento no curto prazo (safra 2019/2020). O nível de alavancagem da empresa (Dívida Líquida/Ebitda) foi de 6,1 vezes.


Créditos

Responsável pela Sustentabilidade: Mônica Alcântara
Responsável pela publicação: Guilherme Bourroul
Consultoria GRI e relato integrado, coordenação editorial e design: usina82
Fotografia: Eduardo Moody, Anderson Meneses e acervo Atvos

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